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ARTIGO E DICA

Adotar ou Comprar: Qual a melhor opção?

18 de October de 2009 493 visualizações

       Você deve estar achando estranho um Criador indicar a adoção de animais.

       Todavia, quem gosta, realmente, de animais, tem a obrigação MORAL de ajudar aos bichos que foram abandonados por seus donos e, hoje, lotam os lares que acolhem estes inocentes em todo o Brasil.

        Face ao exposto, leia:      

   "Eu quero um de raça"

        Entendo  que  você  deseje  um  animal  de  raça, com pedigree e todo o glamour que a raça pretendida possa oferecer.

           Mas, já avaliou o custo de posse de um exemplar da raça desejada?

           O Shih Tzu,  por exemplo,  requer  cuidados  especiais  que possuem valor elevado. Podemos elencar alguns:

1) Ração: Uma  ração  Super Premium  custa,  em média, R$25,00 o Kilo. Um exemplar, quando adulto, consome, aproximadamente, 2,5 Kg por mês.

 2) Pelagem: Se  não  possuir tempo  e conhecimento  para banhar,  em casa,  seu Shih tzu,  terá uma despesa quinzenal de R$30,00, dependendo do Pet Shop, bem como o serviço  do serviço a ser executado;

 3) Vacina:  O valor  de uma  vacina de boa qualidade custa, em média, R$40,00 cada. Lembre-se que são, ao menos, duas ao ano;

 4) Médico Veterinário:  Geralmente,  um  animal  deve  ser  levado para uma avaliação a cada 6meses. Só a consulta custa R$40,00. Não esqueça que o Profissional poderá recomendar algum tratamento;

 5) Vermífugo: Seu   animal   deve   ser   vermifugado   a   cada   3  ou  6  meses,  dependendo  de determinados fatores. Um bom Vermífugo custa R$20,00. Não é recomendável, depois de aberto, guardar o resto por mais de 3 meses;

6) Gastos  extras: Doenças  ocorrem,   mesmo  tomando-s e todos  os  cuidados.   Assim,  esteja preparado para custear um tratamento.

 

Para você refletir!!

2 meses: Hoje  separaram-me  da minha mãe. Ela estava muito irrequieta e, com seu olhar, disse-me adeus.  Espero  que  a  minha  nova  "família humana" cuide  tão  bem de mim como ela o fez.

4 meses: Cresci  rápido,  tudo  me  chama  a  atenção. Há  várias  crianças  na  casa  e  para  mim são como   irmãozinhos ".  Somos muito brincalhões,  eles  puxam-me o rabo e eu  mordo-os na brincadeira.

5 meses: Hoje  deram-me  uma  bronca. A  minha dona ficou incomodada porque fiz xixi dentro de casa. Mas  nunca  me  haviam  ensinado  onde  deveria  fazê-lo.  Além  do que,  durmo  no  hall de entrada. Não deu para segurar.

 8 meses: Sou  um  cão feliz!  Tenho  o  calor  de um lar; sinto-me tão seguro, tão protegido... Acho que  a  minha  família  humana  me  ama e me dá muitas coisas. O pátio é todinho para mim e, às vezes,  excedo-me,  cavando  na  terra  como  meus  antepassados,  os  lobos  quando  escondiam a comida.Nunca me educam... Deve ser correto tudo o que faço.

 12 meses: Hoje  completo  um ano.  Sou um  cão adulto. Os  meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulho devem ter de mim.

13 meses: Hoje  acorrentaram-me  e fico  quase  sem poder movimentar-me até onde tem um raio de sol ou  quando  quero  alguma  sombra. Dizem  que vão me observar e que sou um ingrato. Não compreendo nada do que está a acontecer.

 15 meses: Já  nada  é igual... moro  na  varanda.  Sinto-me  muito só.  A  Minha família já não me quer!  Às  vezes  esquecem-se que  tenho fome  e  sede.  Quando  chove,  não  tenho  teto  que abrigue.

16 meses: Hoje tiraram-me da varanda. Estou certo de que a minha família me perdoou. Eu fiquei tão contente  que  pulava com gosto. O meu rabo parecia um ventilador. Além disso, vão levar-me a passear!! Dirigimo-nos para a estrada e, de repente, pararam o automóvel. Abriram a porta e eu desci feliz, pensando que  passaríamos  o  nosso dia no campo. Não compreendo porque fecharam a porta e se foram. "Ouçam, esperem!" Ladrei...... esqueceram-se de mim....... Corri atrás do carro com todas as minhas forcas. A  minha  angústia  crescia  ao  perceber  que  quase  perdia  o fôlego e eles não paravam. Haviam-me esquecido!

 17 meses: Procurei  em  vão achar o caminho de volta ao lar. Estou só e sinto-me perdido! No meu caminho  existem  pessoas  de  bom coração que me olham com tristeza e me dão algum alimento. Eu  agradeço-lhes  com  o  meu  olhar,  desde   o  fundo  da   minha   alma. Eu   gostaria  que   me adotassem: seria leal como ninguém! Mas apenas dizem: " pobre cãozinho, deve ter-se perdido".

 18 meses: Um dia destes, passei perto de uma escola e vi muitas crianças e jovens como os meus " irmãozinhos " aproximei-me  e  um  grupo-me deles, rindo, atirou-me uma chuva de pedras "para ver  quem  tinha  melhor  pontaria". Uma  dessas  pedras, feriu-me o olho e desde então, não vejo com ele.

19 meses: Parece mentira. Quando estava mais bonito, tinham compaixão de mim. Já estou muito fraco; meu  aspecto  mudou.  Perdi  o  meu  olho  e  as  pessoas  mostram-me  a  vassoura quando pretendo deitar-me numa pequena sombra.

20 meses: Quase  não  posso  mexer-me!  Hoje,  ao  tentar  atravessar  a  rua  por onde passam os carros, um acertou-me! Eu  estava  no lugar  seguro chamado  "calçada "  mas nunca esquecerei o olhar  de  satisfação  do condutor, que até se vangloriou por acertar-me. Oxalá me tivesse matado! Mas  só  me  deslocou as  patas  traseiras!  A  dor  é terrível! As  minhas  patas  traseiras  não  me obedecem e com dificuldade arrastei-me até a relva, na beira do caminho.

     Fazem dez dias que estou embaixo do sol, da chuva, do frio, sem comer.  Já  não  posso mexer-me!   A  dor  é  insuportável!  Sinto-me  muito mal, fiquei num lugar húmido e parece que até o meu pêlo está  a  cair... Algumas  pessoas  passam  e  nem  me  vêem;  outras  dizem:  "não te chegues perto".  Já  estou  quase inconsciente; mas alguma força estranha me faz abrir os olhos. A doçura de sua  voz  fez-me reagir.  "Pobre cãozinho,  olha  como te deixaram ", dizia... com ela estava um senhor de avental branco. Começou a tocar-me e disse: "Sinto muito senhora, mas este cão já não tem remédio. É melhor que pare de sofrer". A gentil senhora, com as lágrimas rolando pelo rosto concordou.

      Como  pude,  mexi  o  rabo  e olhei-a, agradecendo-lhe que me ajudasse a descansar. Somente senti  a picada  da  injeção e dormi para sempre, pensando em porque tive que nascer se ninguém me queria...